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Laico, porém depende

Brasil utiliza de argumentos religiosos para barrar a implementação de educação sexual nas escolas


Durante os debates ocorridos nos dia 18 e 19 dentro da ONU Mulheres, o Brasil, país em que teoricamente possui um posicionamento laico, utilizou inúmeras vezes da religiosidade cristã a modo de barrar as propostas de educação sexual nas escolas.

O país utilizou dos argumentos de que a fé do seu pai não deveria ser afetada por medidas como a “doutrinação sexual” advinda da educação sexual nas escolas, e que tal educação deve vir por parte da família.

Ao profanar tais discursos a delegação negligencia o alto índice de violência e feminicídio advindo sobretudo por parte da família, onde no brasil o índice de violência contra a mulher em âmbito familiar cresceu de 11% para 37% nos últimos 8 anos.

Não podendo esquecer também a violência promovida pela própria religiosidade, sendo tal violência moral, social e física. Onde muitas igrejas e fiéis colocam o papel feminino apenas como mantenedor, fértil e submisso.

O posicionamento brasileiro negligencia a necessidade de conhecer o próprio corpo por meios das crianças, a conscientização dos crimes sexuais a liberdade. Dando brecha ao abuso institucional e físico.

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