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  • Fernando Rodrigues

Paquistão atesta culpa inglesa em Convenção da OIT sobre trabalho infantil - OIT

A delegação paquistanesa tenta a todo instante puxar a narrativa colonial do embate dos Países de terceiro mundo contra o Reino Unido na questão relativa ao trabalho infantil.


Ainda na definição da agenda do primeiro encontro da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no dia primeiro (1) de julho de 1999, a delegação do Paquistão, representada, em primeiro momento, iniciou um forte debate com o Reino Unido que possivelmente regerá a Convenção 182 durante seu curso, que tratará da “proibição das piores formas de trabalho infantil”. Ainda no estabelecimento do primeiro item da agenda que trata da definição de criança, o delegado paquistanês fez críticas ao passado colonial inglês, buscou apoio de países ex-colonizados e afirma que “tem certeza que a culpa da atual situação do trabalho infantil no país é do Reino Unido”.


Entretanto, o hábil delegado britânico, em meio aos diversos ataques soube defender o Reino Unido dos ataques e críticas feitas pela delegação paquistanesa que buscou, inclusive, o apoio de delegações de países emergentes ou subdesenvolvidos que já foram colonizados por outras nações europeias no passado, como o Iêmen, a Índia e o Brasil. Apesar da concordância dos Estados-membros com o Paquistão no que tange o papel da colonização na formação do atual aspecto do trabalho infantil nos países de terceiro mundo, em primeiro instante as outras nações não dirigiram suas críticas diretamente ao Reino Unido. A delegação inglesa, contudo, deixou evidente o seu posicionamento de disposição ao debate da temática, mas que não aceitará a culpabilização total por conta do seu passado colonial e reitera que o objetivo do encontro “não é apontar dedos e sim buscar soluções”.


Nesse sentido, o estabelecimento da agenda foi marcado pela discussão e pela formação pelo Paquistão de uma narrativa do terceiro mundo contra o Reino Unido, porém que ficou estabelecida nos seguintes tópicos: 1°) Conceito de criança; 2°) Definição de trabalho infantil; 3°) Ações preventivas no âmbito nacional e internacional; 4°) Ações de assistência no âmbito nacional e internacional; 5°) Auxílio internacional para assistência de economias prejudicadas pela mitigação do trabalho infantil e 6°) Medidas fiscalizadoras de cunho (inter)nacional.


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