Hip Hop no Santa

13/09/2017

No dia 29 de agosto, nossa escola recebeu o Coletivo Fora de Frequência, em uma atividade cultural que empolgou nossos alunos do 6º ao 3º ano do Ensino Médio

 

O grafiteiro QuestOne realizou um "live-painting" na quadra da escola. Foto: Michele Cesca

 

 

Em um bate-papo sobre a história do Hip Hop, o MC AlanShark FF introduziu a galera nas quatro vertentes que sustentam essa manifestação artística, que é a fusão de elementos  como música, dança, poesia e pintura (Rap, Sound System, Break e Grafite).

 

Tendo surgido em um contexto social de periferia, o Hip Hop tem como filosofia fomentar a criatividade nos jovens e afastá-los da violência.

 

Durante o diálogo, contamos com a participação dos alunos: "rolaram” canções improvisadas, declamação de poesias e até mesmo um debate sobre desigualdade social.

 

 

                               Emily de Macedo, aluna do 7º ano, expôs sua opinião sobre desigualdade social. Foto: Michele Cesca

 

 

Simultaneamente, o grafiteiro QuestOne realizou um "live-painting" na quadra da escola, assim - curiosos -, os estudantes puderam acompanhar todos os passos da criação de um grafite. Finalizada a conversa, partiram para a prática: com seus sprays, cada classe concebeu um desenho previamente pensado com o auxílio da Professora Priscilli, docente de Educação Artística, uma das coordenadoras do evento.

 

A proposta foi que os estudantes, por meio da arte, refletissem em mensagens sobre o papel do jovem na transformação da sociedade.

 

O grafiteiro QuestOne realizou um "live-painting" na quadra da escola. Fotos: Michele Cesca

 

Sobre o Coletivo

 

O Coletivo Fora de Frequência (CFF) surgiu em 2006 com o objetivo de promover o acesso à cultura e à educação, além de valorizar e movimentar a produção cultural que está à margem dos grandes centros.

 

Em 2007 após um processo de sistematização de suas ações, o CFF amplificou os trabalhos e passou a utilizar o Hip Hop como ferramenta educacional, desenvolvendo e executando projetos de oficinas e eventos em comunidades, pontos de cultura, escolas públicas e ONGs.

 

Estima-se que foram atingidas diretamente 10.000 pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos.

 

O projeto tem como referência a pedagogia e os princípios da educação popular Freireana (Paulo Freire), que orienta a relação entre educador e educandos(as), fazendo com que ela ocorra de forma horizontal. Isso propicia uma forte relação dialética que facilita o aprofundamento de questões socioculturais, ou seja, temas importantes para a juventude e para a sociedade.

 

“Acreditamos que os jovens através de discussões e reflexões

transformadas em músicas, são capazes de ampliar

a visão de mundo, elevar a autoestima e se colocarem

como protagonistas da própria

história, para assim,

buscarem opções para modificá-la.

Coletivo Fora de Frequência

 


saiba mais sobre o projeto

 

Hip Hop em São Paulo

 

O berço do Hip Hop brasileiro é a cidade de São Paulo, tendo surgido nos anos de 1980, dos encontros na rua 24 de Maio e no Metrô São Bento.

 

Foi aqui, em Sampa, que Os Gêmeos nasceram. Reconhecidos internacionalmente, Otávio e Gustavo Pandolfo são formados em Desenho de Comunicação pela Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, localizada próxima da Escola Santa Maria, no bairro do Brás. Começaram a pintar grafites em 1987, no bairro em que cresceram - o Cambuci -, e gradualmente tornaram-se uma das influências mais importantes na cena paulistana, ajudando a definir um estilo brasileiro de grafite.

 

Os trabalhos da dupla estão presentes em diferentes cidades dos Estados Unidos, Inglaterra, 

Alemanha, Grécia, entre outros países. Os temas passam por retratos de família à crítica social. É uma das duplas mais respeitadas entre grafiteiros em todo o mundo.

 

Os Gêmeos, estação CPTM Ipiranga. Foto: Google

 

Os Gêmeos, estação Luz. Foto: Google

 

 

Grafite x Pichação

 

Apesar das similaridades, o grafite consiste em obras muito mais complexas, que exploram diversas técnicas, cores e que transmitem informações e opiniões por meio da pintura.

 

As mensagens passadas pelos artistas são bem diversas e abordam temas de cunho político, cultural, social, humanitário e, sobretudo, artístico.

 

Vale ressaltar que o grafite é uma arte democrática, pois não se restringe a museus ou centros culturais. É das ruas e reflete tal realidade.

 

 

Eduardo Kobra, Painel de Oscar Niemeyer na Avenida Paulista. Foto: Google

 

 

Painel Os Gêmeos no Instituto de Arte Contemporânea de Boston. Foto: Google

 

 

MAIS FOTOS DO EVENTO AQUI

 

 

 

por Michele Cesca

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